Por que manter bens nos EUA pode ser perigoso? Saiba mais sobre o Estate Tax, com Rodrigo Pimentel Advogado

Diego Rodríguez Velázquez
By Diego Rodríguez Velázquez
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Rodrigo Gonçalves Pimentel

O Estate Tax é um dos principais riscos ocultos para brasileiros que mantêm bens nos EUA sem planejamento adequado. Isto posto, segundo Rodrigo Pimentel, advogado especialista em estruturação patrimonial internacional, a exposição patrimonial internacional exige mais do que diversificação: exige estratégia. Pois, a simples titularidade direta de ativos no exterior pode transformar um patrimônio sólido em um passivo sucessório relevante. Interessado em saber mais sobre isso? Acompanhe, nos próximos parágrafos.

O que é o Estate Tax e como ele impacta os brasileiros?

O Estate Tax é um imposto sucessório aplicado pelo governo dos EUA sobre bens deixados por pessoas físicas, incluindo estrangeiros não residentes. Isto posto, de acordo com o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, sócio do escritório Pimentel & Mochi Advogados Associados, o ponto crítico está na baixa faixa de isenção para estrangeiros, o que amplia significativamente o risco tributário.

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Na prática, o limite de isenção gira em torno de valores reduzidos quando comparado ao patrimônio de investidores internacionais. A partir disso, a tributação pode alcançar até 40% sobre o excedente, o que compromete diretamente a preservação do legado familiar. Conforme destaca o Dr. Lucas Gomes Mochi, também sócio do escritório, esse modelo afeta principalmente brasileiros que mantêm imóveis, contas financeiras ou participações societárias nos EUA em nome próprio. Nesses casos, a ausência de estrutura jurídica adequada transforma o patrimônio em alvo direto da tributação sucessória estrangeira.

Por que manter bens nos eua na pessoa física é arriscado?

A exposição não está apenas no imposto. Existe também um problema estrutural relacionado à forma como o patrimônio é detido. Assim sendo, o erro mais comum é confundir investimento internacional com estratégia patrimonial. Isto posto, quando os ativos estão registrados na pessoa física, surgem riscos relevantes:

  • Incidência direta do Estate Tax: o patrimônio é tributado no momento do falecimento;
  • Obrigatoriedade de inventário nos EUA: processo conhecido como probate, que pode ser lento e oneroso;
  • Bloqueio temporário de bens: ativos podem ficar indisponíveis até a conclusão do processo;
  • Custos jurídicos elevados: honorários e despesas administrativas reduzem o patrimônio líquido;
  • Falta de previsibilidade sucessória: ausência de regras claras para transferência do controle.

Esse conjunto de fatores demonstra que o problema não é apenas tributário, mas também operacional. Como informa Rodrigo Pimentel, advogado especialista em estruturação patrimonial internacional, o patrimônio pode ficar paralisado por meses ou anos, comprometendo liquidez e continuidade familiar. No final, esse cenário reforça um ponto essencial: manter bens no exterior sem estrutura não é estratégia, é exposição.

Como o inventário nos EUA afeta a sucessão?

O inventário nos EUA segue regras próprias e pode exigir a atuação de tribunais locais. Inclusive, segundo o Dr. Lucas Gomes Mochi, esse processo não apenas consome tempo, mas também gera insegurança para os herdeiros. Diferente de estruturas organizadas, onde há previsibilidade, o chamado “probate” envolve análise judicial, validação de documentos e, muitas vezes, disputas entre interessados. Isso significa que o patrimônio pode ficar indisponível justamente no momento em que a família mais precisa de estabilidade.

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Além disso, existe um impacto direto na gestão de empresas ou investimentos, conforme frisa o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel. Caso participações societárias estejam vinculadas à pessoa física, decisões estratégicas podem ser travadas até a conclusão do inventário. Essa dinâmica compromete não apenas o patrimônio, mas também a continuidade de negócios, evidenciando que sucessão não é apenas transferência de bens, mas manutenção de controle.

Existe uma forma de evitar o Estate Tax?

A resposta está na mudança de abordagem. De acordo com Rodrigo Pimentel, advogado especialista em estruturação patrimonial internacional, o foco deve sair da titularidade individual e migrar para uma arquitetura societária internacional estruturada. Tendo isso em mente, ao utilizar uma holding internacional ou offshore, o patrimônio deixa de estar vinculado diretamente à pessoa física. Nesse modelo, os bens passam a pertencer à pessoa jurídica, o que altera completamente o enquadramento sucessório.

Essa estratégia gera três efeitos relevantes:

  • Elimina a incidência direta do Estate Tax, pois não há transferência de ativos físicos;
  • Evita o inventário nos EUA, já que o controle societário segue regras contratuais;
  • Permite sucessão automática, com continuidade da gestão e liquidez preservada.

Esse conceito representa uma inovação estrutural. Não se trata apenas de reduzir impostos, mas de reorganizar o patrimônio para garantir perpetuidade e segurança.

Por que a inércia pode custar caro?

Em última análise, o maior risco não está no desconhecimento, mas na falta de ação. Assim sendo, manter ativos nos EUA em nome próprio pode parecer simples, mas carrega consequências relevantes no longo prazo. Como comenta o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, a combinação entre Estate Tax, inventário e custos operacionais cria um cenário onde parte significativa do patrimônio pode ser perdida. Dessa maneira, a proteção patrimonial exige antecipação. Uma vez que estruturar o patrimônio internacional de modo estratégico transforma um risco potencial em um sistema eficiente de preservação e continuidade.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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