Ministério da Saúde busca iniciativas para melhorar a prevenção do câncer do colo do útero no SUS

Redação Revista Ela
Por Redação Revista Ela
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O Ministério da Saúde abriu uma seleção nacional de experiências desenvolvidas no Sistema Único de Saúde (SUS) para qualificar a prevenção do câncer do colo do útero. A chamada reúne iniciativas voltadas à prevenção, à detecção precoce, ao tratamento e ao acompanhamento das pacientes na rede pública. O objetivo é identificar práticas que possam contribuir para melhorar o acesso aos exames e organizar o cuidado em diferentes regiões do Brasil.

A divulgação da seleção ocorreu em 8 de setembro de 2026, e as inscrições começaram em 15 de setembro. Podem participar secretarias municipais e estaduais de Saúde, além de unidades que prestam atendimento pelo SUS. O prazo para enviar as experiências termina em 14 de outubro de 2026, conforme informações do Ministério da Saúde.

Iniciativas serão apresentadas em seminário nacional

As experiências selecionadas serão apresentadas no Seminário Nacional de Experiências Exitosas em Cuidado Integral para o Controle do Câncer do Colo do Útero. O encontro está previsto para os dias 1º e 2 de dezembro de 2026, em Brasília. A programação deverá dar visibilidade a soluções aplicadas nos territórios para ampliar o acesso das mulheres à prevenção, melhorar os fluxos de atendimento e fortalecer a continuidade do cuidado após um diagnóstico.

O edital não representa, por si só, o lançamento de um mutirão nacional de exames ou de uma nova campanha de vacinação. A proposta é reunir e reconhecer práticas que já são desenvolvidas no SUS e que possam oferecer referências para outros serviços. Entre os pontos relacionados à chamada estão a organização da rede, a identificação de alterações em exames e o acompanhamento das mulheres ao longo das etapas de cuidado.

Quem deve fazer o rastreamento no SUS

De acordo com as orientações do Ministério da Saúde, o rastreamento é recomendado para mulheres de 25 a 64 anos que já iniciaram a vida sexual. O exame preventivo é oferecido gratuitamente na atenção primária do SUS, porta de entrada para diversos cuidados de saúde. A indicação é procurar a unidade básica de saúde de referência para receber orientação sobre a realização do exame e o acompanhamento necessário.

Além do Papanicolau, o modelo de rastreamento utiliza o teste molecular para detecção do DNA do HPV como exame primário. Quando o resultado é negativo, a periodicidade pode chegar a cinco anos, de acordo com os protocolos adotados. A definição sobre qual exame está disponível e como será feito o acompanhamento deve ser confirmada com a equipe de saúde responsável pelo atendimento.

Prevenção depende de acesso e continuidade

A prevenção do câncer do colo do útero envolve mais do que a realização de um exame isolado. O cuidado também depende da identificação adequada de resultados alterados, do encaminhamento para avaliação e da continuidade do acompanhamento na rede pública. Por isso, a seleção do Ministério da Saúde considera experiências capazes de melhorar os fluxos entre os diferentes serviços e reduzir obstáculos enfrentados pelas pacientes.

Outro recurso importante é a vacinação contra o HPV, vírus relacionado ao desenvolvimento da doença. A prevenção também inclui buscar a unidade de saúde para esclarecer dúvidas, manter o acompanhamento indicado pelos profissionais e retornar quando houver necessidade de novos exames ou avaliações. As condutas podem variar conforme a idade, o histórico e os resultados apresentados.

A relevância do tema aparece nas estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Para 2026, o órgão projeta 19.310 novos casos de câncer do colo do útero no Brasil. O número reforça a importância de ampliar o acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce, especialmente em um país com diferenças na oferta de serviços entre municípios e regiões.

As regras, os critérios e o calendário da seleção estão descritos no Edital nº 15/2026. Para informações gerais sobre o cuidado à saúde da mulher e o exame preventivo, o Ministério da Saúde mantém orientações em sua página de saúde da mulher. Já os dados de incidência foram consultados na publicação Estimativa 2026 do Inca.

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